Mãe, 17:17 foi a hora a que nasci?

Com muita frequência olho para o relógio e vejo estas horas marcadas no visor 17:17. E, um dia, lembrei-me que tinha no meu registo de nascimento a hora de 17h15, mas eu acho que devo ter nascido dois minutos mais tarde.

Já interiorizei esta hora como sendo a do meu nascimento e, em torno disso, penso no que poderá isto significar. Mas dois minutos a mais ou a menos, alteram assim tanta coisa?

Hora de mudança – o exemplo da Natureza

No primeiro dia de Inverno do ano passado, reparei que foi essa a hora do ocaso. O pôr-do-sol é um momento romântico por excelência, que também gosto de apreciar. Um dia lembraram-me que podia ser uma espécie de namoro entre o céu e a terra. Talvez se torne ainda mais especial essa hora, vista desse prisma.

Como eu nasci na Primavera, o Sol ainda iluminou a minha chegada. Calculo que estivesse um dia bonito, pois ainda hoje adoro apreciá-lo e sinto-o como energia que me faz bem e dá-me alegria quando está por perto.

A hora do chá – uma hora Zen

“O chá das 5” (ou das 17h, em Portugal) também me pode caracterizar. Não que eu beba chá a essa hora com frequência, mas o momento em si é tranquilo e pode ajudar a ver-me melhor. Sou uma pessoa calma (pelo menos, assim o aparento) e isso tem dado aos outros que comigo privam uma sensação de tranquilidade que pode ser semelhante à que o chá proporciona.

Nasci e fui lanchar! (hoje em dia, tomar um slunch)

É uma refeição que aprecio. No fundo, como todas as outras, pois eu gosto mesmo de comer. A diferença é que o lanche é a refeição que repito mais vezes ao dia. Entre o almoço e o jantar existe um intervalo grande que nos leva a petiscar mais do que um snack.

E no mapa natal, qual a influência da hora certa?

Todos os minutos contam, na hora de determinar em que casa/signo estão os planetas quando nascemos. É uma espécie de fotografia tirada ao céu nesse preciso momento do nascimento, que os astrólogos interpretam a posteriori de forma muito profunda no que respeita ao nosso “eu” e potencial caminho de vida. Se nunca viram ou ouviram uma interpretação do vosso Mapa, tenho um amigo que vos pode ajudar. Publicou recentemente um livro e continua a estudar este tema com toda a dignidade e inteligência que sempre lhe reconheci desde que andámos na escola. Era realmente uma pessoa diferente das outras. E continua a Ser. Admiro-te muito, como sabes!

Os Anjos do Bem andam sempre por perto!

Hoje pesquisei mais sobre o número 1717 e, logo à primeira, o Google deu-me a resposta de uma Joanne, que me fez chorar de tanto que me tocaram as suas palavras. A nossa Verdade e propósito de Vida vem ao de cima com toda a força quando menos se espera e mais se quer! É certo. Venham rapidamente as respostas, please!

E desde que nasci que sou a Joana Teresa. Por vezes mais agitada, alegre quase sempre, intrinsecamente curiosa. E Feliz.

Vai um chá?

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Vivo num bonsai?

Podia até ser uma ideia romântica, ter neste ser vivo (pequeno em tamanho) a minha casinha de evasão. Vê-lo como uma grande árvore, frondosa e bem cuidada. Ser um elemento de contemplação/visualização/meditação.

Com um baloiço para embalar o pensamento e reforçar a tranquilidade, uma copa de sombra para me recolher nos dias quentes, ramos livres para receber as visitas dos passarinhos (como se fosse a sala de estar de uma casa que recebe os amigos para um convívio), o ar livre verdadeiramente livre para me permitir “respirar a natureza” e sentir-me parte dela, umas escadas em madeira para colher os frutos que cresciam no topo desta “árvore”. Mas… prefiro árvores a sério, como estas.

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Já dizia o Sérgio Godinho

“Na cidade não há hortas
há avenidas, ruas tortas
onde crescem os letreiros
mas
onde crescem as alfaces
favas, nabos, rabanetes, limoeiros?

Uma alface, uma uva
cresce ao sol e cresce à chuva
se plantadas com carinho
mas
que planto eu no cimento
e nos ferros e nas pedras do caminho?”

Quando vivemos num apartamento na cidade, ou até numa vivenda com quintal, e temos a sorte de ir ao campo de vez em quando, notamos a diferença de um ambiente para o outro. Os quintais da cidade são pequenos, quando comparados aos do campo. Falta-lhes intensidade, espaço para correr, plantar, andar, contemplar o que há de belo à nossa volta. Têm muros.

Numa fazenda há liberdade, alimentos, vida, natureza. Há sol e chuva, há vento e aromas dos mais variados. Há riqueza natural e uma produção que reflecte a sabedoria de quem trabalha essa mesma terra. Há “nós mesmos“!

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Um bonsai dá alento a quem sente falta de estar em contacto com a natureza de que faz parte, mas é um ser vivo “amputado”. É um lugar forçado, criado à imagem de uma árvore. É uma imitação que não pôde crescer, para caber dentro de uma casa, entre paredes e janelas. Deve ser cuidado como se fosse uma árvore, ser podado, nutrido, regado, receber luz para fazer a fotosíntese e manter-se viçoso. Mas está num vaso.

Falta-lhe ser árvore, ter terra e espaço livre para enraizar à vontade.

Fazendo uma comparação à vida, “amputada” ou “podada” desta maneira não gosto de estar. Quero sentir a terra, criar, sentir que dou frutos, que me posso esticar sem dar pontapés a ninguém, ouvir o som da natureza sem ser através do youtube, mexer o corpo livremente e não ser obrigada a ficar sentada as oito horas de trabalho do meu dia, só comigo e com a minha mini-função, neste tão amplo mundo que quero conhecer.

Não é ficando estacionada no mesmo lugar que vou crescer.

A árvore sim, enraíza num lugar e cresce aí mesmo, bonita e viçosa se assim tiver de ser. Mas eu não sou uma árvore. Quero tê-las por perto, para as admirar, abraçar, fotografar e respirar o bom ar que nos dão, mas não ser uma delas.

Decora a tua vida da melhor maneira que conseguires, leva a tua mini-árvore para casa, experimenta ter uma horta na cozinha ou na varanda, mas vai também conhecer o campo, descasca cebolas, enfia as mãos na terra e sente a frescura de um alimento colhido na hora.

Não te limites a fazer compras num hipermercado, a trazer fruta já embalada num saco de plástico que nem te permite tocar nela. Afinal, para que servem as nossas mãos e o tacto, na cidade, num escritório, se só usamos alguns dedos ao computador?!

vida a ti mesmo.

Feliz e grato a cada segundo e escolhe a grandiosidade, faz algo de útil pelo mundo, dá bons exemplos pelas acções diárias que és levado a fazer e sente-te a crescer.

E, muito importante, deixa todos à tua volta crescerem também.

Até já. Vou respirar bom ar e ver os passarinhos a voar, que hoje é Domingo.

Saudades de escrever… aqui!

Queridos leitores de Portugal, dos Estados Unidos, Brasil, Moçambique, Espanha, Bélgica, Cabo Verde, Alemanha, Canadá, Japão, Hungria, Luxemburgo, Croácia, Suécia, Brasil, Reino Unido, Angola, França, Suíça, Itália, Áustria, Austrália, Quénia, Irlanda, Países Baixos, entre outros destinos onde as estatísticas do WordPress me levam a viajar,

Obrigada pelas vossas visitas e interesse em ver mais do que um artigo quando aqui chegam. É bom saber que, mesmo ausente, estou presente.

E, na verdade, tenho escrito todos os dias, cada vez mais e em mais sítios. Também tenho deixado alguns apontamentos infantis no meu caderno. Porque estou a escrever duas histórias. E quase todos os dias conto histórias, à noitinha. Umas inventadas. Outras adaptadas. Simples, mas maternais.

Continuo a amar a vida, a ter os dias muito preenchidos de amor e desafios, de emoções alegres e tristes, tenho almoçado de forma saudável mas por vezes menos nutritiva, comecei a fazer Yoga no ano passado e tenho-me sentido a evoluir, continuo a observar a beleza que me rodeia e a sentir que há tanto para aprender!

Além de observar, registo os momentos que me deixam mais positiva e mantêm a minha alegria e equilíbrio a pender mais para o lado bom. E vivo dia após dia com uma fé que também tem crescido!

Vemo-nos aqui e acolá. Até já.

A Biofrade® abre as suas portas

Orgulho-me de haver em Portugal (concretamente na região Oeste) uma empresa como a Biofrade, que sabe o que faz e continuará a fazê-lo, para bem de todos nós, consumidores.

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Esta empresa de origem familiar e muito dedicada, certificada e de grande qualidade também humana, trabalha a agricultura de forma biológica, tem diversas parcerias com outros produtores nacionais e internacionais (porque recorrer à importação é cada vez mais frequente, pois felizmente a procura por produtos biológicos começa a ser maior e a oferta ainda não lhe dá resposta) e conhece bem a natureza do campo e a função dos seus auxiliares, por isso tem as portas das estufas abertas para estes circularem livremente.


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Conheces os auxiliares? São pequenos bichinhos que mal se vêem a olho nú e têm a função de evitar que outros bichinhos também minúsculos furem e estraguem todos os alimentos cujo crescimento a Biofrade acompanha para levar até tua casa. Parte das culturas estragam-se e essa situação nem é evitada, pois só assim as outras sobrevivem. Ao haver culturas atacadas, há outras salvas. E assim se equilibram os ecossistemas. A natureza é perfeita!

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Foi em 1991 que a Biofrade começou a sua actividade Biológica (foi inclusive a primeira empresa a produzir ovos biológicos) e sete anos mais tarde dedicou-se em exclusivo aos produtos de Agricultura Biológica e, hoje, a sua produção e comercialização é de frutas, legumes e frutos secos.

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Fazem parte da empresa:

  • 30 hectares – dos quais um corresponde a área de estufa;
  • 1 armazém onde também se embalam os produtos;

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  • 2 lojas “Loja da Horta” que incluem espaço de restauração (uma na Lourinhã, outra na Parede – concelho de Cascais);

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  • 1 “sala-museu”, no Casal Frade, onde a família guarda algumas relíquias do passado, a maioria relacionadas com a agricultura e a vida no campo, em parte doadas por outros moradores da região Oeste.

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Benefícios dos produtos biológicos:

  • É possível fazer agricultura sem quaisquer químicos? Se é; só dá mais trabalho e corre-se o risco de perder parte da cultura pois há outros bichinhos interessados em consumi-la primeiro que nós.
  • Nota-se diferença quando se consome um alimento biológico, em detrimento de um com origem na agricultura convencional? Sem dúvida que sim. Na cor, no cheiro, na textura e no paladar.
  • O que é biológico faz melhor à saúde? Sim, pois consegue conservar mais nutrientes e vitaminas que nos dão mais energia, força e vitalidade.
  • Sem ser um benefício… mas sim uma condição, estes produtos também são mais caros, por tudo o que já mencionei acima, por ainda haver pouca oferta (nem todas as empresas têm capacidade de produção em larga escala) e por muitas mais razões que lhe dão saúde.
  • Podem mudar a saúde das pessoas a médio e longo prazo? De certeza que sim. Começar por sensibilizar os filhos e a família mais próxima com bons hábitos alimentares faz diminuir a conta da farmácia e aumentar o equilíbrio de todos.

Os dias abertos da Biofrade

Sugerimos que vás estando atento, pois a Biofrade abre as portas aos seus clientes e amigos. Tive essa sorte no mês de Outubro e foi gratificante passar um Domingo em família a aprender mais sobre Agricultura Biológica e a provar o que de melhor se produz no nosso país!

Juntar-me a mais pessoas curiosas como eu, esclarecer dúvidas com quem sabe do assunto, ser conduzido pela própria família Biofrade, entre a estufa e as plantações ao ar livre, a actividade do armazém, a oferta da “loja da horta” e os sabores inteiros servidos nos restaurantes das lojas… foi óptimo. Ai, a sopa da casa!… Hoje era um creme de feijão verde e o prato era de tofu à lagareiro com batatas a murro, couve kale salteada (parece a couve do caldo verde) e uma abundante salada, maravilhosamente temperada. Gosto tanto de comer bem!

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A refeição da loja é vegetariana, mas no Casal Frade também há animais para ver, ouvir e até cheirar (vacas, porcos, ovelhas, perús e galinhas receberam-nos calorosamente na visita de 16 de Outubro).

Qual será o próximo dia aberto, que já tenho uma amiga interessada?

Termino este texto, citando a própria empresa, a quem agradeço a saúde que nos dá:

“Consumir produtos biológicos é hoje também apoiar a proteção do ambiente, a biodiversidade, a preservação dos recursos naturais, o desenvolvimento sustentável. Faz parte de uma forma de estar no mundo mais responsável, solidária, justa e criativa. E é, acima de tudo, apoiar e preservar o futuro dos nossos filhos.”

Há coisa mais importante que isto? É irresistível não fazer parte…

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… e eu faço parte do “logo” como um dos auxiliares, a Joaninha.

Por favor, Salvador!

Hoje vi a minha vida a andar p’ra trás, com o meu filho a desmaiar à minha frente.

Uma situação aparentemente simples – fazer análises ao sangue – deu-lhe a volta à cabeça de tal forma que desde que soube que o ia fazer não mais parou de nos perguntar:

“Quanto tempo demora?”

“É uma agulha??!! Ai, eu detesto agulhas” (choradeira logo a seguir)

“Mas porque é que eu tenho de ir?”

“Os meus amigos nunca foram!”, etc. etc.

“Ir buscar o resultado? Para quê?”

Recordo-me de ser pequena e também “fugir a 7 pés” das agulhas, fazer cenas incríveis desde dizer a um enfermeiro que só me deitava se fosse a minha mãe a dar a vacina, que ele queria-me matar! (ai se o meu filho tivesse dito isto?!)

Mas nunca desmaiei numa situação dessas. Fui sempre “só” refilona e maricas. Até ao dia em que engravidei (precisamente do Salvador, há já 9 anos) e percebi que teria de fazer análises várias vezes naqueles 9 meses. Então, adaptei-me e hoje já não me faz qualquer confusão ver as agulhas ou a enfermeira em acção.

Hoje, foi mais difícil. Não era eu, ali sentada. Era o meu filho, mas eu estava calma e tentei passar-lhe essa tranquilidade. Ele precisava de fazer análises, pois apareceram-lhe umas pintinhas roxas na pele que a médica não percebe o que é, então lá fez o jejum de 8 horas, e de manhã cedo fomos ao laboratório.

Antes dele tinha sido atendida uma antiga professora dele, que até ajudou a dizer que aquilo era fácil, mais ainda com aquela querida enfermeira, a Julieta.

Quando foi a hora de fazer a análise, ele viu a agulha e ficou logo assustado. Manifestou-se, dizendo “é com isso? Ai, eu não gosto disso!…”; mas lá olhou para o outro lado, eu dei-lhe a mão, outra enfermeira também (éramos 3, um aparato que parecia desnecessário mas não foi) e quando a enfermeira Julieta lhe disse “já está” (estava quase… mas faltava o quase) ele disse “ah, BOA!! Então, já está?!” e fomos sempre falando com ele. No final, sentiu-se mal disposto, deitámos a cadeira, ele quis levantar-se e vomitar. Foi ao WC e não vomitou, mas cuspiu e disse “não tenho mais!” Ok, parecia melhor. E depois fomos para a sala de espera. Aí sim, soltou o mal estar que estava a acumular, depois revirou os olhos, o corpo teve uns espasmos fortes e apagou-se por segundos, que pareciam longos demais! A enfermeira deu-lhe umas chapadinhas na cara para ele reagir (ele… nada), deitou-o nas cadeiras e disse-me “não se enerve que isto é normal”, ele demorou a acordar mas em alguns segundos (10?) abriu os olhos e despertou, dizendo “o que é que estou a fazer? A dormir?” 🙂

E não lhe cheguei a dizer que desmaiou. Quis que ele não voltasse a matutar no assunto. Mas o pai explicou-lhe, quando chegou a casa, defendendo que ele tem de saber a verdade.

Mas, na verdade, nem sei o que é melhor. Tendo em conta que o Salvador faz um filme enorme e dramático, de uma situação aparentemente simples, o que seria numa situação complicada? Nessa situação mostraria “o Salvador da pátria” que está dentro dele, como muitos o chamam na brincadeira?

Filho, ensina-me a ajudar-te a manteres a calma em situações aparentemente adversas ou dolorosas, pois tu és um valente. Por favor, Salvador!

Tudo acabou por correr bem, apesar de ele ter voltado a vomitar (aí sim, muito!) quando chegou a casa (era só água!) e eu não saber bem o que lhe dar de pequeno-almoço pois ainda estava em jejum. Mas curiosamente, quando chegámos a casa, e para me ajudar a acalmar (apesar de eu estar aparentemente calma), estava estacionado à frente da minha porta um carro de “Médico em Emergência”, com o médico lá dentro, ao qual depois me dirigi para perguntar o que fazer se ele voltasse a sentir-se mal. O Dr. ajudou-me, dizendo para não lhe dar manteiga, leite, etc. Para optar por fruta cozida. E se ele voltasse a vomitar, para o levar às urgências. Felizmente não foi preciso. Obrigada!

Deixo-vos só uma pergunta: alguém tem boas dicas para contornar a “cisma”?

A meditação de certeza que ajuda e hoje falei-lhe abertamente nisso. Além disso, também preciso de contornar/tratar/enfrentar as minhas cismas! Mãe, quando terminares de ler o livro da Rute Caldeira “Liberta-te de pensamentos tóxicos”, passa-mo, sim? Vou lê-lo e ensiná-lo a mim e a ele, pois no fundo também deve ser sobre isto que se debruça.

A nossa cabeça é mesmo complexa, irra!